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Uma semana de internacionalização de startups na Alemanha

Quando falamos em internacionalização, logo nos vêm à cabeça temas como cultura, língua, modos de negociação, entre outros tantos. Temos a tendência de encarar os executivos de outros países como uma entidade única, esquecendo muitas vezes que são apenas pessoas do outro lado da mesa. Apesar do “alemão” (e utilizo as aspas para deixar claro o sentimento generalista que esta palavra nos passa) ter muitas características inerentes à sua cultura de negociação, cada uma das reuniões foi diferente da outra. Manter nosso pensamento flexível nos permitiu gerenciar tudo isso, afinal, eles também tinham uma visão generalista da empresa “brasileira”.

Seja por um contexto histórico ou pelas notícias que aqui chegam, há um estigma relacionado ao Brasil. Apesar de sermos líderes de tecnologia em alguns setores, não somos imediatamente relacionados à tecnologia de ponta. Já havíamos percebido isso na França ano passado e na Alemanha não foi muito diferente. Aceitar este fato e utilizá-lo a nosso favor nos permitiu surpreender muitos executivos alemães, inclusive com os mesmos admitindo que alguns features de nossas soluções não existiam nem na Alemanha. Para uma startup brasileira que atua no setor industrial isto é algo incrível, especialmente vindo do país que é o berço da indústria 4.0.

Aqui na Alemanha a aproximação de startups com grandes corporações está muito mais sedimentada. Cada grande empresa possui seu programa de interação com startups, algumas vezes com subvenção para internacionalização, capital privado para custear provas de conceito, modelo pronto de contratação, expansão dos projetos e outros mecanismos que tenho visto surgirem no Brasil. Em cada negociação fomos descobrindo caminhos interessantes e estamos voltando com excelentes contatos a serem evoluídos nos próximos meses.

Após duas missões de internacionalização, fica um aprendizado que me sinto no dever de compartilhar: para uma empresa ser global, é necessário que exista um produto com diferencial competitivo em escala internacional, bons clientes que sejam referência de mercado, uma equipe competente e, unicamente por questões contábeis e burocráticas, ter um ou mais escritórios no Brasil ou na Alemanha. Enquanto o foco for o produto e não o país, não importa de onde viemos desde que o benefício seja mútuo.

Estamos voltando ao Brasil agora com a confiança de que temos estes diferenciais e seguiremos em frente para que continuemos sendo referência em inteligência industrial.